Arquivo da tag: dabke

Festival 2012 do Centro de Danças Fernanda Simões

Olá a todos!!!!

E venho com uma novidade quentinha….o Festival de 2012 foi marcado para dia 28 de abril!!!!! \o/

Agora é só aguardar fotos, videos e tudo o mais.

Meninas, se preparem….a temporada se ensaios está próxima.

 

Bjus

Deixe um comentário

Arquivado em Apresentações, candelabro, dabke, Khaleege, Novidades do CDFS, taças, Tribal, véus

Dabke masculino – vestimenta

Olá pessoal!!!!

Hoje vou falar um pouco sobre a roupa usada para o dabke, primeiro vou falar de cada peça usada e depois vou mostrar a que nós fizemos.

Roupa para Dabke

Calça: as calças usadas são chamadas shiruel e são semelhantes às bombachas usadas pelos gaúchos. Essas calças têm o cavalo mais largo e são mais justas nas canelas para facilitar a colocação da bota.

Botas: As botas também são semelhantes às usadas pelos gaúchos, têm o cano alto e liso, porém sem as fivelas. É possível comprar essas botas em lojas especializadas em roupas árabes ou mesmo em lojas que vendem roupa tipicamente gaúcha.

Faixa da cintura: É uma faixa de tecido que enrolada no corpo e fica por cima da camisa, tradicionalmente, essa faixa é vermelha, mas qualquer cor pode ser usada.

Coletes: Por cima da camisa é usado um colete que pode ser de qualquer tecido e cor.

Camisa: A camisa geralmente é branca e de mangas longas, pode conter alguns detalhes.

Cabeça: tradicionalmente é usado o tarbush, um chapéu cônico avermelhado. No Brasil é mais comum os homens dançarem com um lenço na cabeça, conhecido como kefyeh.

Adereços: O masbaha compõe-se de um colar de contas que é girado por quem está “puxando” o Dabke ou um lenço de pano também pode ser usado.

Agora a roupa do CDFS

Nessa foto os meninos estão sem bota, então conseguimos ver que a calça é bem folgada nas parte das coxas e abaixo do joelho ela fica justa. A calça foi feita de cetim prata azulado.

A faixa da cintura é de cetim preto.

A camisa branca e de mangas longas possui detalhes dourados para incrementar.

O colete é feito de tapeçaria, é preto com arabescos dourados e ao redor do colete nós pregamos duas fileiras de cordão dourado. O forro foi feito com cetim preto.

Eles estão usando kefyeh na cabeça, preso com uma faixa de cetim enrolada.

A roupa ficou num total de R$120,00 (tecidos e costureira), mas existem muitos atelies que fazem essas roupas. A seguir coloquei alguns links de atelies.

Yasmin Hassanein Atelier

Atelier Simone Galassi

Geralmente nós não investimos muito dinheiro na nossa primeira roupa e com os meninos também foi assim. As botas custam em média R$250,00 mas nós tivemos uma idéia…Aqui vão as fotos

O cano da bota foi feito sob medida para cada um deles. Não me lembro o material e custou R$50,00.

A botina foi comprada nessa lojas que vendem EPI, ela é de borracha e custou R$27,00.

E esse é o resultado. Por ser de borracha ela não faz muito barulho quando eles batem o pé no chão, exceto quando o piso é de madeira.

É isso, espero que gostem das dicas.

Bjus

2 Comentários

Arquivado em dabke, Módulos

Módulo Dabke

Sua História

Desde os tempos dos fenícios (cerca de 4.000 a.C.), antes de forros estáveis serem instalados nos lares Libaneses, os telhados planos eram feitos de galhos de árvores que eram tapados com barro.  Quando vinha a mudança de estação, especialmente o inverno, o barro rachava e começavam as goteiras e infiltrações, para que isso não ocorresse era necessário um conserto.

Como era um trabalho árduo, o proprietário da casa chamava seus vizinhos e juntos eles subiam no telhado e batiam o barro com os pés fazendo com que penetrasse em todas as frestas, a fim de evitar os vazamentos. Por ser um trabalho desgastante, eles tocavam DERBAKE e uma flauta MIJWIZ para dar ânimo e assim podiam compactar os telhados de suas aldeias e das aldeias vizinhas, mesmo sob o frio e a chuva. Mais tarde, um rolo de pedra substituiu os homens que, no entanto, já acostumados, continuavam a bater os pés nas ruas da aldeia. Hoje o Dabke é performance em toda casa Libanesa. O Dabke anima a vida, quando amigos e parentes se juntam em volta do mezze Libanês com arak ou vinho e começam a praticar a dança.

O Dabke

A palavra dabke significa “bater o pé no chão”. É dançado no Líbano, Síria, Jordânia e Palestina. Pode ser feito só por homens, só por mulheres ou por ambos, dependendo da tradição local. É feito em filas que podem se quebrar em formações. Os dançarinos podem dar as mãos ou colocá-las no quadril, com os cotovelos para fora. O líder é quem determina os passos da dança, guiando da ponta da fila girando seu lenço branco no tempo da batida. Quando os outros dançarinos estão acompanhando devidamente, ele começa a enfeitar o passo que acabou de criar com pulos, giros e viradas em que for hábil. Ele pode sair da fila e se mover nela para fazer passos sozinho ou desafiar os outros a dançarem sozinhos. O líder fica na ponta direita da fila, mas há pelo menos uma exceção notável, que é a “hora/debka” israelita, onde o líder fica na ponta esquerda da fila e esta move na direção oposta. Os movimentos dos dançarinos variam de uma pisada à frente a um passo contínuo simples, dobrar o joelho várias vezes, uma combinação de pulo e chute e o batimento ritmado com o pé. Há também pulos, saltos e movimentos trabalhados com os pés. O líder pode rodar um guardanapo ou lencinho. O sentimento (sensação) da dança é ditado pelos músicos – particularmente o flautista tocando o Nai – e pelo RAS (líder). A vantagem da flauta na dança é que aquele que a toca também pode participar. Às vezes seu toque parece levar os dançarinos a um transe onde eles andam arrastando e sacudindo por muito tempo sem mudar o passo. Outras vezes ele pode incentivar pulos e gritos até a exaustão. Essa dança é realizada por grupos profissionais em apresentações e também por pessoas comuns em casamentos e festas. É gostosa de dançar e linda de assistir. Há semelhanças com outras danças, como o Hasapiko rápido grego (não o Vari Hasapiko), Macedonian Oro, Bulgarian Horo, que são todos baseados no mesmo padrão passo-passo-passo-chute-passo-chute.

Curiosidade: Tasha Banat diz que o dabke às vezes é dançado com um bastão, mas que não tem nenhuma relação com o Tahtib ou dança da bengala egípcia (Saidi). Ele diz que quando um galho reto de oliva é encontrado (algo muito incomum, devido ao jeito que as oliveiras crescem) é considerado sinal de boa sorte. O ramo pode ser retirado da árvore e esculpido em forma de uma bengala sem gancho, geralmente em espiral. Então ele é levado durante a dança e pode ser balançado ou segurado no alto, para enfatizar, mas não é usado como instrumento marcial como o Assaya é no Tahtib… é apenas um símbolo de boa sorte.

Temos aqui alguns vídeos para vocês verem como é:

Antigo

 

Libânes

 

Palestino

 

Esse vídeo é com a mesma música que os meninos da nossa academia dançaram:

 

Dabke no Brasil

 

Dabke casal

 

A Dança do Vilarejo Libanês

Imagine-se andando numa Vila cheia de pessegueiras, macieiras e plantações de Uva, e sentindo o aroma da colheita de meio de Setembro. Isso, meus amigos, é um vilarejo encontrado no Líbano seguindo as tradições que seus ancestrais deixaram. Vilarejos Libaneses são famosos por muitas de suas tradições ancestrais e com honra as carregam de geração para geração. Muito disso consiste da cooperação da família e neste caso toda a Vila se torna uma FAMÍLIA. No meio de Setembro, famílias se encontram nos seus campos, para celebrar a temporada de colheita do Vinho. As uvas colhidas das Parreiras foram separadas, algumas para fazer Arak, algumas para Vinho, outras para Vinagre e o resto para fazer doces de Uvas. O ar está tomado pelo delicioso aroma do suco de Uva que está sendo aquecido ao fogo. Algumas mulheres recheiam suas belas travessas com tabouleh, hummus, babaghanouj, folhas de uva e uma coleção de petiscos, frutas, e pães. Outras andando balançam seus jarros de água sobre as cabeças com elegancia. Os jovens rapazes e moças, vestindo roupas festivas, vão com suas mães conhecer os membros mais velhos de sua familia nos campos. as jovens mulheres estão vestidas em esvoaçantes calças e camisas e longas vestimentas; véus e lenços com bela decoração e adornos nas cabeças. Os homens estão vestindo seus sherwals e labbadeh (calças largas e chapéus típicos) com vestimentas coloridas sobre suas camisas e botas. Um homem idoso entra em cena carregando um derbake(um pequeno tambor feito de um cilindro de madeira e pele de carneiro esticada), seguido de uma turma de outros com seus nay e mijwiz (o nay é uma flauta de bambu simples longo e o mijwiz é uma flauta dupla mais curta).
A musica começa a tocar, e a brisa fresca da tarde de Setembro está em todo lugar. Alguns homens e mulheres seguram as mãos e começam a dançar para a entonação Dalunah, a base de todos os Dabkes (para bater no chão com um dos pés), enquanto outros batem palmas criando o ritmo apropriado. Então se abre caminho para o canto improvisado; uma mulher entra em cena com um jarro balançando sobre sua cabeça e é seguida por outras, como que competindo. Então os homens tomam parte com suas espadas, fazendo a dança da espada para o ritmo do mijwiz. Conforme o tempo vai passando, os mais velhos vêm participar também, segurando as mãos com os mais jovens formando uma linha unitiva e fazendo o mesmo passo. O homem e mulher nas estremidades opostas da linha fazem passos diferentes para mostrarem quão competentes, ágeis e graciosos eles são. O resto da turma bate palma e canta para revelar sua felicidade. Um homem idoso chama e anuncia que o suco de Uva já esquentou e já esfriou, eles podem bebe-lo. Aqui a atmosfera está recheada com ululação para os homens responsáveis pelo suco e para as mulheres que preparam a comida. E conforme a ululação continua o tempo do Dabke aumenta. Felizmente, de todas as tradições libanesas essa cena não morreu, especialmente nos Vilarejos.O Dabke é uma dança nacional Libanesa que é levada em todo Clube, restaurante, ou festa.

Fontes:

  1. http://www.kfs10.com.br/loubnan/dabke.html
  2. http://www.esppacoalpha.com.br/harem%20dabke.htm
  3. http://www.angelfire.com/co2/dventre/dabke.html

1 comentário

Arquivado em dabke, Módulos